Desde que a OMS (Organização Mundial de Saúde) decretou oficialmente uma pandemia de Coronavírus as pessoas vem sendo bombardeadas constantemente com um número enorme de notícias a respeito da doença COVID-19.
A preocupação com o aumento do número de pessoas contaminadas e também com a taxa de mortalidade é real.
O novo coronavírus não só tem causado milhares de mortes e impactos na economia, mas também provocado o aumento dos transtornos mentais, acarretando abalos psicológicos para muitos indivíduos. A tendência é que esses problemas persistam na vida “pós-pandemia” e as pessoas devem se preparar para encarar um “novo normal”. A avaliação é da psicóloga Aldelúcia de Castro Souza, professora do curso de psicologia das Faculdades Unidas Norte de Minas (Funorte), de Montes Claros, no Norte de Minas.
Integrante da Associação Brasileira de Neuropsicologia e pós-graduada em Neuropsicologia e Reabilitação Cognitiva, Aldelúcia diz que a ideia do “novo normal” ou da vida pós-COVID-19 ainda traz desconforto psíquico devido à ausência de previsão acerca do fim da pandemia e de suas consequências.
A pandemia da COVID-19 trouxe mudança de rotina, isolamento social, adiamento de planos, prejuízos financeiros e a própria incerteza sobre a duração e as consequências das mudanças, o que consequentemente acarreta medo, angústia e preocupação na sociedade de forma geral, pois todas as faixas etárias estão e serão afetadas, cada uma com sua particularidade irá externar os sintomas acima.
De acordo com Giovanni Maciocia, literatura “A Pratica da Medicina Chinesa”, a “Ansiedade” é um termo geral que indica um estado crônico de medo e intranquilidade. No entanto, isto não significa que, entre as emoções, apenas o medo gere ansiedade. O estado Crônico de ansiedade pode advir de muitas emoções, em especial, preocupações, medo, alegria excessiva, choque, culpa, vergonha ou excesso de pensamentos. 
    Não há na Medicina Chinesa um termo que corresponda exatamente ao que chamamos de “Ansiedade”, mas muitas entidades das doenças chinesas antigas se parecem com a Ansiedade. As duas principais entidades de doenças que correspondem à ansiedade são: Medo/palpitação e Pulsação de Pânico. 
Essas condições envolvem estado de medo, preocupação e ansiedade que em excesso levam a crises de Pânico.
A Acupuntura é um ótimo recurso para se tratar a Ansiedade, Pânico e Depressão, e todos os problemas acima citados, por se tratar de uma técnica que tem como propriedade tratar além das queixas fisicas, fisiológicas, também as emocionais. 
Sabemos que o desequilíbrio emocional pode levar a varias doenças fisiológicas como arritmia, alterações da pressão sanguinea, enxaquecas, dores musculares, insônias, alteração de humor, fibromialgias, problemas digestivos e intestinais como refluxo e colites, entre outros. 
Em minha vivencia em consultório é nítido o grande aumento do número de casos após o inicio desta pandemia, principalmente em pessoas com faixa etária de 17 a 25 anos. Já a Depressão, houve um acrescimo entre os idosos, que por pertencerem ao grupo de risco, tiveram que se manter mais restritos e isolados do que o restante da população, privando-se da socialização. 
Essas mudanças bruscas de vida, informações em excesso e muitas não confiáveis potencializam a situação levando as pessoas a desenvolverem um desequilíbrio emocional gerando o Pânico e somatizando sintomas que levam o paciente a adoecer. 
Segue algumas dicas para se manter saudável e equilibrado, seja de uma forma psicológica como fisiológica. 
Como prevenir as crises de ansiedade e ataques de pânico.
 
  1. Manter rotina
É importante que mesmo nesta fase que nos encontramos em quarentena, onde muitos estão trabalhando em casa (Home office), alguns desempregados, outros em isolamento por possuir algum fator de risco, independente dos casos, é muito importante se manter uma rotina. Mesmo que não seja a antiga rotina, com aquela correria do dia-a-dia, mas elaborar uma nova rotina para que o corpo se adapte. Uma rotina significa ter horários fixos para acordar, dormir, se alimentar, atividade física e estudos. 
  1. Ressignificar o estresse
Perceber o próprio estresse é fácil, e como vimos, não faltam motivos. Para ganhar mais controle sobre si é preciso tirar o foco mental das preocupações e mudar a visão sobre a situação. Ressignificar! O que posso fazer de bom com o novo? O que posso mudar em minha rotina? O que posso fazer que não fazia por falta de tempo? Tentar ver a luz no fim do túnel, ver o lado bom de toda situação. 
 
  1. Busque informações confiáveis
O mundo está vivendo um evento inédito na história. Assim, é natural que cenários ruins e catastróficos, aumentem ainda mais a ansiedade e o medo, por este motivo é importante que a população busque informações apenas em fontes confiáveis, evitando as sensacionalistas que causam pânico desnecessário.
  1. Alimentação saudável
O alimento é o nosso combustível. E se eu te perguntar que tipo de combustível vc está abastecendo seu corpo? Devemos nos nutrir quanto mais saudável possível e no mínimo 5 refeições diárias contendo frutas, verduras, legumes e carnes, diminuir os carboidratos e açúcares e nunca deixar de se hidratar.
  1. Pratique atividade física
No dia-a-dia, é comum estarmos expostos ao estresse, principalmente por estarmos todos muito limitados. Uma quarentena pode ser uma excelente oportunidade para começar a prática. É importante buscar uma atividade física que  traga prazer usando assim como uma válvula de escape saudável do que apenas comer, beber e dormir. A atividade física regular proporciona a produção de hormônios como as endorfinas que são responsáveis pela sensação de bem-estar.
  1. Tratar
Uma das opções muito indicadas atualmente está sendo a Acupuntura. Trata-se de uma técnica da Medicina Tradicional Chinesa que visa manter o equilíbrio físico, metabólico e emocional do paciente. A técnica é realizada atravez da inserção de agulhas em pontos do corpo específicas que impulsionam o SNC (sistema nervoso central) a produção de hormônios de uma forma natural, restabelecendo o organismo do paciente. 
A Acupuntura é muito indicada por não apresentar restrições à faixa etária, efeitos colaterais e possuírem muito pouca contra indicação.   
A técnica no caso de Pânico possui um efeito muito relevante, por conseguir além de tratar a ansiedade, pode tirar da crise de pânico e realizar a prevenção sem a utilização de medicamentos evitando assim a dependências químicas.  
Autora:
Dra. Tânia Matsura
Farmacêutica
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